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Veja as principais práticas ESG e como adotá-las na exportação!

As práticas ESG se tornaram essenciais em companhias de vários setores por implementarem a responsabilidade ambiental, a formação de um ambiente saudável aos colaboradores e a busca frequente por ações confiáveis aos parceiros e investidores. Se tratam, na prática, de princípios que orientam os valores internos em diferentes níveis. 

Eles se baseiam em pilares ambientais, sociais e de governança para aumentar a eficiência na dinâmica de trabalho e reduzir qualquer tipo de decisão negativa que possa ocorrer em setores mais sensíveis, como a logística de exportação. Tudo isso com o direcionamento de programas da ONU e o alinhamento com as estratégias específicas do negócio. 

Quer saber mais? Vamos mostrar nos tópicos abaixo como funcionam as principais práticas ESG e como adotá-las na sua empresa. Acompanhe! 

Entenda o que são práticas ESG 

A sigla se refere ao termo Environmental, Social and Governance, que em português é traduzido como Ambiental, Social e Governança. O objetivo de suas práticas é mostrar o quanto uma empresa está comprometida com reduzir impactos que comprometem o meio ambiente e identificar melhores estratégias administrativas. 

Todas as decisões implementadas dentro deste conceito ajudam a construir diferenciais competitivos no mercado, atrair investidores de maneira mais simples e a fidelizar clientes que valorizam o consumo de produtos sustentáveis. De modo geral, as práticas ESG se relacionam com a implementação de novos padrões. 

Elas são divididas entre os pilares ambientais, sociais e de governança e precisam servir como base aos valores de trabalho. Entre os principais exemplos é possível citar, além das preocupações com a emissão de poluentes, atenção à saúde e segurança no ambiente interno, cumprimento inegociável de direitos trabalhistas e apoio à diversidade e inclusão. 

Avalie como devem ser implementadas 

Muitas das práticas ESG são vistas erroneamente como apenas uma tendência passageira por algumas empresas. Nada disso! Questões relacionadas à consciência ambiental, valorização da saúde mental dos colaboradores e gestão que adota políticas focadas na otimização de processos se tornaram pautas permanentes. 

Isso exige um mapeamento cauteloso dos procedimentos internos para realmente identificar o que precisa ser alinhado aos três pilares da ESG. São mudanças que devem fazer sentido no dia a dia de trabalho, na logística de exportação e no serviço prestado conforme as necessidades de seus clientes e parceiros. 

É interessante criar um cronograma de ações que possam ser inseridas aos poucos e ajudem no processo de conscientização dos envolvidos. Claro que atividades de governança organizacional são mais urgentes, já que funcionam como base estratégica na construção da imagem positiva do negócio tanto externamente quanto internamente. 

Principais práticas ESG 

Agora é essencial fazer um breve resumo das práticas presentes em cada categoria de ESG. A Environmental (Ambiental) está diretamente ligada às soluções para reduzir os impactos ambientais negativos, como substituição de embalagens poluentes, descarte adequado de resíduos e cuidados na busca por matéria-prima e na distribuição. 

Já no Social, as ações giram em torno da relação da companhia com as pessoas. Isso vai desde colaboradores e parceiros até moradores do bairro em que está situada. Além de ter uma cultura que prioriza segurança e honestidade, é preciso cumprir a lei rigorosamente, ter políticas de acolhimento e engajar-se em projetos sociais. 

Em Governance (Governança), existe o gerenciamento de como os processos internos são colocados em prática, a necessidade de transparência nos relacionamentos, a importância de otimizar planejamentos e trabalhar dentro da política institucional. Aqui entram vigilância anticorrupção, remunerações justas, postura ética e valorização da prestação de contas.

Acompanhe as metas da ONU

Para implementar as práticas ESG de maneira eficiente e com uma dinâmica capaz de impressionar os parceiros do segmento, é válido acompanhar as metas da ONU e entender as diretrizes do Pacto Global. Esta iniciativa tem o objetivo de ajudar empresas a remodelar suas políticas para que atendam padrões mais colaborativos na sociedade. 

Em conjunto com os valores ESG e as metas da ONU, forma-se um programa de compliance dos 10 princípios Universais de Direitos Humanos, Trabalho, Meio Ambiente e Anticorrupção. Sem contar que as companhias que seguem o compromisso contribuem com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Ao todo, a lista conta com 17 ODS, mas entre os principais, é possível citar a preocupação com o apoio à educação de qualidade, igualdade de gênero, energia sustentável e limpa, trabalho decente e crescimento econômico, Indústria, inovação e infraestrutura, produção e consumo sustentáveis e cidades e comunidades sustentáveis.

Entenda quais são os principais erros internos 

Ao analisar a dinâmica interna e colocar base dos valores ESG em prática, é necessário pensar além além de rentabilidade e lucro. Vale avaliar minuciosamente como a companhia deseja ser identificada no mercado e qual relação será desenvolvida com os seus colaboradores em longo prazo. 

Considere os impactos verdadeiros que o trabalho causa no meio ambiente e na sociedade de modo geral. Isso, especialmente, em relação ao consumo de água e energia na produção, se existe qualquer tipo de brecha no cumprimento da legislação, a postura de convivência no ambiente interno, possível poluição do solo no transporte de mercadorias, excesso de poluição sonora e parcerias com fornecedores que não atuam dentro da proposta ESG.

Conformidade regulatória 

Manter a conformidade regulatória é um ponto muito importante também no desenvolvimento de embalagens dentro da agenda ESG. De fato, ela está diretamente ligada ao respeito às normas técnicas, ambientais, sanitárias e logísticas que são exigidas por diferentes países. 

No caso das embalagens de madeira, por exemplo, é preciso ainda ter atenção especial com os direcionamentos da NIMF-15 (Norma Internacional para Medidas Fitossanitárias nº 15). Todos são voltados para evitar a disseminação de pragas e outras doenças que possam ser transportadas na madeira e gerar contaminações.. 

Em dinâmicas do comércio exterior, o exportador será responsável pela realização do tratamento fitossanitário obrigatório e da verificação das certificações. Quando as embalagens não atendem aos devidos padrões a carga pode sofrer retenções, multas ou até mesmo ser devolvida ao país de origem.

Eficiência logística 

As práticas ESG também interferem diretamente no aumento da eficiência logística da exportação. Isso porque existe uma melhor distribuição dos recursos disponíveis e o foco no desenvolvimento de embalagens que consideram todo o percurso desde o embarque até a chegada ao cliente. 

O que passa por um planejamento estrutural mais responsável ambientalmente e com redução de movimentações desnecessárias, com otimização de espaço em containers, itens com adicionais de proteção, cálculos de riscos de vazamentos de resíduos de cargas durante o trajeto, como em oceanos, e eliminação de desperdícios e materiais. 

Embalagens dimensionadas corretamente também fazem muita diferença na redução da emissão indireta de carbono ao otimizar o transporte. Afinal, menos espaço desperdiçado significa mais eficiência na ocupação dos modais logísticos e menor consumo de combustível por unidade transportada.

Vale destacar que este tipo de organização logística direcionada pelas práticas ESG é especialmente importante para equipamentos industriais e cargas de grande porte que exigem soluções bem calculadas e precisam atender inúmeras burocracias conforme as legislações vigentes. 

Incentivos em importações e exportações 

A agenda ESG também influencia diretamente a maneira como as empresas são vistas em negociações do comércio internacional. Inclusive, investidores e parceiros de diferentes setores avaliam cada vez mais as comprovações de boas práticas ambientais, sociais e de governança. 

O que inclui a retenção de talentos e o desenvolvimento de parcerias estratégicas com empresas especialistas em serviços de importação e exportação. É essencial, aqui, expandir as práticas ESG e adotar detalhes coerentes em todas as etapas da operação sem deixar de lado o alto nível de eficiência. 

Ao conquistar o comprometimento com a sustentabilidade, fica mais simples acessar oportunidades em mercados exigentes e reduzir riscos tanto logísticos quanto financeiros. Sem contar a possibilidade de atrair investimentos com melhores taxas. Veja abaixo alguns exemplos de benefícios e vantagens competitiva disponibilizadas:

  • menor risco de problemas aduaneiros;
  • compliance bem elaborado;
  • aumento de valor da marca;
  • oferta de financiamento sustentável;
  • linhas de crédito;
  • acesso rápido aos mercados considerados restritivos.

Construir a imagem faz dinâmicas de exportação com base em práticas ESG funciona como uma espécie de “licença” que permite operar no mercado global de maneira mais estratégica. Existe um sistema que avalia este tipo de critério em relação à solidez e o potencial de retorno de investimentos.

Ou seja, em conjunto com os bancos e fundos que incentivam de diversas maneiras as práticas verdes com as condições diferenciadas, governos e organizações internacionais também incorporam o ESG em seus acordos comerciais de exportação com foco na redução de emissões de carbono e na preservação de áreas naturais. 

Antecipação de riscos 

Dentro da dinâmica de exportação, o comprometimento com as práticas ESG deve aparecer de forma predominante nas estratégias de prevenção. Para isso, é interessante criar sistemas de pesquisas que permitam antecipar os principais riscos e minimizá-los de maneira personalizada na operação. 

Por exemplo, quando a carga transportada é líquida e apresenta potencial de contaminação, deve existir uma gestão especial contra vazamentos, embalagens com proteções e dentro das diretrizes divulgadas pela MARPOL (Convenção Internacional para a Prevenção da Poluição por Navios).

Roteirização inteligente 

Outro ponto interessante está na roteirização inteligente do trajeto que será feito até a entrega da mercadoria ao cliente. É válido estudar como diminuir as movimentações desnecessárias, reduzir distâncias, priorizar trechos com boa estrutura e menores índices de acidentes

Assim, fica mais simples preservar a integridade dos produtos, cumprir prazos estipulados em contratos e reduzir significativamente o uso de combustível. Em algumas situações, pode ser uma alternativa o uso de combustíveis com menor teor de enxofre voltado, como o Biodiesel que se encaixa nas prioridades da ISO 8217. 

Cuidados extras com cargas perigosas 

As cargas classificadas como perigosas exigem cuidados extras de ESG em operações de exportação. O foco é atender aos padrões éticos da cadeia logística e gerenciar os riscos ambientais a partir da separação estratégica de cargas para impedir proximidade entre itens incompatíveis quimicamente. 

Todos os membros da equipe envolvida nas etapas logísticas, diante disso, precisam receber treinamento especializado antes da manipulação da carga e usar Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) adequados. São medidas fundamentais na prevenção de acidentes, como incêndios e explosões, que afetariam o meio ambiente e comunidades próximas.

Além de treinamento e capacitação, dentro de um quadro que exige segurança impecável, priorize o trabalho de fornecedores que atuam com a aplicação das práticas ESG de maneira eficiente e clara, tenham protocolos contra contaminações ou possíveis vazamentos e Certificações de Sustentabilidade, como ISO 14001.

Veja abaixo outras questões importantes: 

  • desenvolvimento de planos de descarbonização;
  • matéria-prima sustentável e certificada;
  • respeito às boas condições de trabalho;
  • agendas de manutenção preventivas;
  • plano de gestão de resíduos;
  • estratégias de consolidação de cargas. 

A cultura organizacional coerente com as práticas ESG deve ser coerente em todas as decisões estruturais presentes nos serviços da empresa. Por exemplo, de nada adianta defender reduções de emissão de poluentes no transporte do comércio exterior e usar materiais com alto teor de plásticos em entregas rápidas.

Escolha embalagens sob medida 

E por falar na importância da escolha dos fornecedores, o compliance dentro das práticas ESG pede que a empresa trabalhe apenas com quem defende os mesmos valores. Afinal de contas, de nada adianta criar toda uma nova cultura organizacional e ter uma opção de transporte na exportação que emite altíssimos níveis de CO2, por exemplo. 

Observar a questão das embalagens usadas é outro ponto decisivo dentro deste tipo de mudança de direcionamento. Diante disso, procure por uma empresa especializada na confecção de embalagem sob medida, que entenda as necessidades dos seus produtos e consiga se antecipar aos desafios do trajeto. 

Vale destacar ainda o diferencial de priorizar as opções feitas com madeira certificada e legal que são renováveis e não atuam na degradação de florestas por conta de já serem plantadas com o objetivo de comercialização. Tudo isso, com o adicional do design ecológico e da escolha correta do material, é garantia de mais segurança e durabilidade. 

As práticas ESG funcionam como um verdadeiro guia estratégico para empresas que desejam crescer com responsabilidade e eficiência na exportação. O mais importante, aqui, é que ao expandir os valores conscientes em relação ao meio ambiente e boa convivência, cada detalhe da operação seja devidamente coerente e acompanhado de perto pelos setores responsáveis pela implementação. 

Gostou das informações do artigo? Então leia também sobre como transportar cargas pesadas de forma segura ao escolher o tipo de embalagem ideal

*Este texto foi atualizado em 31/03/2026 para garantir sua relevância e qualidade.

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